como plumas

Month: Maio, 2012

cozinhas dos sonhos.

Sei que em algum momento já devo ter falado sobre isso por aqui, mas o que acontece é que minha paixão pelo vintage é tão grande que, na verdade, não canso (e nem me importo) de me repetir.

O que fez essa vontade de ter uma cozinha toda vintage a la avó, minha que dividiria só com alguns felinos, foi o filme Le Petit Nicolas (2009).

“O Pequeno Nicolau” é inspirado em “Le Petit Nicolas”, pouco conhecido no Brasil mas criado por Jean-Jacques Sempé e René Goscinny, em 1959 (por Goscinny, leia-se Asterix). O filme preserva a característica de ser situado numa França dos anos 50.”  (quem se interessar pelo filme leiam cinemagia e resenhafilme, eu gostei das resenhas e recomendo). No entanto, não vou me estender falando sobre o filme, o que espero que notem é que , por ser numa França dos anos 50, o figurino e a decoração é SENSACIONAL, assim, SENSACIONAL com letras CAPS LOCK, Fonte Arial 20! (sem mencionar que o filme é de uma grandeza maravilhosa). As roupas das crianças, da mãe, do pai e até o vizinho, são roupas encantadoras (mas isso fica prum próximo post!).

Sobretudo, o que me chamou a atenção no filme foi o cenário, vintage, com muitas cores fortes (ousaria dizer que as cores usadas me levaram até Almodóvar!) utilizadas para decorar. Me lembrou a casa da vó, me trouxe lembranças e me lembrou do quanto é isso que quero pra mim.

Bem, vamos as imagens!

A maioria dessas imagens foram encontradas nesse site aqui: adcine, aqui é possível encontrar a decoração, montagens e tal de diversos filmes franceses. (As duas últimas imagens achei o máximo!)

Notem as cores fortes, vermelho, amarelo, azul, verde.. cores predominantes nesse estilo. Aposto que muitas pessoas ainda se lembram da mesa, geladeira, fogão, armário… que a mãe/vó/tia tinha(m). (ai, saudade!)

Mas por que mostro as imagens do filme? Porque quero mostar as imagens que me inspiram na minha futura cof cof cozinha!

Bem, não posso deixar de comentar o quanto essas imagens são ricas em detalhes e como isso me agrada, fico muito tempo babando nelas, por isso postei tantas, é difícil de escolher.

Aí fica a pergunta: Nasci na época errada?

Acredito que não. Gosto da minha época, gosto principalmente da minha infância, do gosto de saudade que tenho daqueles dias e as lembranças que ficaram. Viveria de novo mesmo não sendo época que adimiro tanto, (mas como diz em Midnigth in Paris – parafraseando, ok? – nunca estamos contentes e sempre vamos querer estar em épocas/lugares, conhecer pessoas, que não seria possível ou não estão próximas de nós), no entando, o que mostra no filme e que, na minha opinião, muitas crianças perderam hoje, é aquele espírito aventureiro, cheio de brincadeiras saudáveis e amigos saudáveis… enfim.

Se alguém se interessar, segue o link pra baixar o filme. (Link encontrado pela Sarah!): uploaded

Ps. Imagens encontradas no Sr. Google e algumas no Tumblr.

desabafo da vez.

Hoje estava notando, todos que tem máquina fotográfica ou o instagram agora são fotógrafos e, claro, amam e entendem essa arte.
Escrevem uma droga dum poema e já são escritores literários, conhecedores dos clássicos e críticos e o escambau.
Assistiram um filme do Tarantino e um do Woody Allen e conhecem The Dreamers, pronto, já estão fazendo discursos sobre o que é bom e o que não é na sétima arte.
Van Gogh? Ah, fácil de ser superado.
Quanto mais desconhecida a banda musical, melhor é, claro! É lindo dizer o nome e deixar as pessoas com cara de: “WTF? De onde saiu isso?”
Machado de Assis? Ah, caralho, já leram todos os livros dele e, assim, fácil fácil, sabem narrativa decoradinha! Mas claro, é preciso contar isso pra todos pra pagar de pseudo-bom.

Sabe o que acho? Devo ser muito idiota mesmo, mas muito, ou as pessoas estão impressionáveis demais. Vão se imortalizar gente, vão lá, ser o Mozart da vez ou o novo Godard. É fácil, basta não ter vergonha na cara e fazer as pessoas engolirem toda essa merda. Sejam os sofistas da vez e pendurem os seus livros Dostoievskiano no pescoço e encham a boca pra dizer: “caralho, eu li, entendi e sou lindo, muah!*:”

Me desculpem, mas conhecimento é bom? Sim, é. É essencial, mas humildade, ah… a humildade, isso sim é uma virtude.

E aprendam, gente, ser simples que é complexo.

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