paralisação

Significado de Paralisação

s.f. Ação de paralisar.
Suspensão, interrupção de movimento, de atividade.
Entorpecimento.

Significado de Paralisar

v.t. Fazer parar; interromper.
Tornar paralítico.
Fig. Neutralizar, impedir de agir.

Reivindicações e Contexto Universitário

“a expectativa dos docentes é de que o governo ofereça ao menos o cumprimento da proposta feita em novembro de 2011: equiparação do salário com o dos técnicos administrativos das instituições de ensino superior. No ano passado, foi oferecido aumento de 31%, índice que seria parcelado em três reajustes anuais, começando em 2012. No entanto, esse acordo não foi cumprido.” (maringa.odiario.com – acesso em 20/3/12)

“Os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) cruzaram os braços novamente nesta terça-feira (20) durante paralisação por reajuste de salários. Os cerca de 20 mil estudantes estão sem aula pela terceira vez no mês por causa das reivindicações dos docentes. A Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem), que reúne mais de 2 mil professores da instituição, organiza a nova paralisação.” (esmaelmoraes.com.br, A política como ela é em tempo real. – acesso em 20/3/12)

“A data foi escolhida por ser o dia em que o governo do Estado apresentará uma nova proposta de reajuste salarial para a categoria e também o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos docentes. Esta será a terceira paralisação da instituição em 2012.” (maringa.odiario.com – acesso em 20/3/12)

“O estopim do descontentamento dos professores aconteceu no início de fevereiro, quando o governo confirmou que não seria possível dar um aumento de 9,62% em três parcelas que seriam pagas em 2012, 2013 e 2014, conforme negociação em novembro do ano passado. O acréscimo anularia a defasagem de 31,73% que existe entre os salários dos docentes e dos técnicos administrativos de nível superior que trabalham nas instituições de ensino superior do estado.” (esmaelmoraes.com.br, a política em tempo real – acesso em 20/3/12)

“Outro ponto importante a ser levantado, e também como forma de explicar aos que ainda desconhecem, os servidores técnicos e docentes da UEM são organizados em dois sindicatos, sendo a SESDUEM (Seção Sindical dos Docentes da UEM-ANDES-SN/CSP-Conlutas) representante dos docentes filiados, e o Sinteemar (Sindicato dos trabalhadores da educação de Maringá, filiado à CUT) de alguns docentes e dos servidores técnicos. Estes dois sindicatos são divididos e não dialogam entre si por motivos políticos, o que dificulta ainda mais a unidade da luta dentro da UEM.” (movimenteseuem.blogspot.com.br – acesso em 20/3/12)

“Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior de Maringá (Sinteemar), Eder Rossato, responsável pela paralisação no último dia 14, a entidade não vai aderir (no caso, a paralisação de hoje, dia 20/3). “Esta paralisação de amanhã  está sendo convocada por outro sindicato. Nossa base, professores e técnicos não devem, parar”.  (maringa.odiario.com – acesso em 20/3/12)

Diante disso, minha humilde opinião como universitária de Letras.

Ao tentar me inteirar dos últimos acontecimentos referentes as paralisações que vem acontecendo na UEM, confesso que fique um tanto quanto assombrada. É engraçado ver as diferentes opiniões e abordagens, ora a favor, ora contra, que surgem frente essa discussão.

Quando li no blog Esmael, a Política como ela é em tempo real, fiquei tentando imaginar o que ele quis dizer com: “professores cruzam os braços NOVAMENTE durante paralisação” (grifo meu) – talvez o tom recriminador frente essa ação, só exista na minha cabeça, mas não consegui ver com bons olhos a colocação dele. Não vejo professores de braços cruzados, o novamente dá entender que as pessoas da universidade só ficam paradas e, sobretudo, que nós alunos, estamos sendo PUNIDOS por isso.

Algumas pessoas veem a paralisação como uma perda de aula, de tempo, e que a tão-temida-greve, seria um caos em nossos dias como estudantes.  Prefiro pensar que, as paralisações e a tão-temida-greve,  são ou serão males necessários.

Há os que digam: “mas greve e paralisações não gerarão resultados”, mas penso: “e não fazer nada, ajuda?”

Sei o quanto é difícil para alguns pensarem dessa forma, mas o movimento já é sinal de luta. Não digo para todos acatarem, mas digo para não atrapalharem. O que hoje não resolve, o que parece inerte, poderá fazer diferença em nosso futuro, ou seja, eu como futura professora (como sempre quis ser e espero conseguir) penso que se pretendo fazer parte de um contexto educacional mais justo, onde os professores sejam mais reconhecidos e valorizados, é necessário que, desde hoje, haja essa batalha para melhorias, até porque, a pergunta que não para de aparecer na minha mente é: “PRA ONDE DIABOS VAI ESSE DINHEIRO?” – não encontrei nenhum lugar me informando, a não ser, no comentário de uma leitora no: ronaldonezo.com, que diz:

Marta Bellini
mar 05, 2012 @ 19:47:48
Ronaldo,
O governador Richa prometeu fazer boa gestão do dinheiro público. O Decreto 2;790/2011 mostrou como ele fez com o dinheiro público. Contratou mais assessores e aumentou em até 158% os encargos especiais. Um reitor passou de Função gratificada de 2.740,00 para R$7.404,00 (DAS-1). Fez uma boa festa com os super encargos. Depois desse decreto que saiu no Diário oficial em 11/10/2011, ele desfez o acordo de equiparação salarial. Além disso fala em pregar o choque de gestão de seu amigo tucano, Aécio, de MG. Esse choque de gestão prega a privatização da Universidade. Como Lerner ele desmanchará as universidades.

Não sei até que ponto isso é verdadeiro, até porque, meu conhecimento político é escasso. Mas minha educação sempre foi a de acreditar no pior, então, eu não diria que isso está tão longe da realidade.

Sendo assim, até quando vamos nos conformar e ficar choramingando pelos cantos, dizendo que professores são folgados por estarem infelizes com seus salários ou que a universidade consegue sim ser mantida com essa verba, até quando? Até quando vai durar essa falta de diálogo entre sindicatos? Fico pensando, se conseguirem, se o Governador acatar, quem sairá perdendo com isso? Ou os professores que não paralisarão hoje não vão querer seus salários reajustados?

É algo a se pensar. Mas, quem quer pensar?

Por fim, no blog do ronaldonezo ele traça parâmetros entre a greve do 170 dias na UEM com o contexto de agora.  Me parece que a politicagem não muda, as pessoas – que dizem pensantes – não mudam e a falta de interesse e indiferença, também não.

Até quando?

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